Espinha na puberdade: Por que acontece e como controlar?

Gláucia Labinas • 17 de fevereiro de 2026

Durante a adolescência, é natural que o corpo passe por diversas transformações, e uma das mais visíveis acontece na pele. A espinha é uma queixa muito frequente entre jovens e pode afetar a autoestima, o convívio social e até o bem-estar emocional. Mas, afinal, por que elas surgem nessa fase da vida? Como identificar se é uma acne comum ou um caso que exige tratamento médico?

Neste artigo, você vai entender as causas da espinha na puberdade, aprender como cuidar da pele nessa fase e conhecer os tratamentos mais eficazes. Continue a leitura e tire as suas dúvidas.


Por que a espinha aparece na puberdade?


Durante a adolescência, o corpo passa por mudanças hormonais intensas. Um dos efeitos dessas alterações é o
aumento da produção de sebo pelas glândulas da pele, especialmente no rosto, costas e peito. Esse excesso de oleosidade, junto à renovação celular e à presença de bactérias naturais da pele, pode obstruir os poros e desencadear inflamações, o que chamamos de espinhas.


Tanto meninos quanto meninas estão sujeitos a essas alterações. Os hormônios sexuais, como a
testosterona e outros andrógenos, estimulam diretamente a produção de sebo. Além disso, fatores como genética, estresse e hábitos de higiene podem influenciar na frequência e intensidade das lesões.


Fatores que favorecem a espinha na puberdade:


  • Aumento da oleosidade por influência hormonal
  • Obstrução dos poros por células mortas ou cosméticos
  • Proliferação de bactérias nos folículos pilosos
  • Predisposição genética (pais com histórico de acne)
  • Estresse emocional e alterações no sono
  • Uso de produtos inadequados para a pele oleosa


Segundo estudos, cerca de 85% dos adolescentes terão algum grau de acne entre os 12 e os 24 anos.


Tipos de espinhas mais comuns na adolescência


As lesões de acne podem se apresentar de formas diferentes, desde cravos até inflamações mais profundas. Na puberdade, é comum que a acne evolua gradualmente e varie entre graus leves, moderados e graves.


Lesões mais frequentes:


Cravos pretos (comedões abertos):
poros obstruídos com sebo oxidado


Cravos brancos (comedões fechados):
poros obstruídos sem contato com o ar


Pápulas:
lesões vermelhas e doloridas, sem pus


Pústulas:
espinhas inflamadas com pus visível


Nódulos e cistos:
lesões profundas, dolorosas e mais propensas a deixar cicatrizes


Identificar corretamente o tipo e o grau da acne é essencial para um tratamento eficaz e seguro.


Quando procurar um dermatologista?


Nem toda acne precisa de intervenção médica, mas
alguns sinais indicam a necessidade de avaliação profissional para evitar agravamentos ou complicações.


Fique atento se houver:


  1. Muitas espinhas inflamadas e doloridas
  2. Presença de cistos ou lesões profundas
  3. Manchas ou cicatrizes que permanecem após a melhora
  4. Queda da autoestima ou vergonha de se expor
  5. Falta de resposta com produtos de farmácia


Nessas situações, o dermatologista pode indicar medicações específicas, como antibióticos, retinoides ou até
isotretinoína oral, sempre com acompanhamento próximo.


Como cuidar da pele para controlar espinhas?


Uma rotina de
cuidados simples, feita com regularidade, já pode ajudar bastante no controle da acne leve e na prevenção de novas lesões. O segredo está na consistência e na escolha dos produtos corretos.


Cuidados recomendados:


  • Lavar o rosto duas vezes ao dia com sabonete específico para pele oleosa
  • Usar protetor solar oil-free todos os dias
  • Retirar completamente a maquiagem antes de dormir
  • Evitar tentar remover as espinhas, pois isso aumenta o risco de manchas
  • Usar hidratantes leves, mesmo com a pele oleosa
  • Trocar fronhas e toalhas com frequência
  • Evitar tocar o rosto com as mãos sujas


Produtos com ácido salicílico, peróxido de benzoíla ou niacinamida podem ajudar no controle da oleosidade e da inflamação, mas precisam ser
indicados por um profissional.


A alimentação influencia na acne?


A relação entre dieta e espinhas ainda está sendo estudada, mas evidências sugerem que alguns alimentos podem agravar a acne em pessoas predispostas.


Alimentos que podem
piorar a acne, açúcares refinados e doces em excesso; leite e derivados em grandes quantidades; alimentos ultraprocessados; e refrigerantes e bebidas açucaradas.


Por outro lado, manter uma alimentação rica em vegetais, frutas, grãos integrais e alimentos com ômega-3 pode
colaborar para a saúde da pele como um todo.


Tratamentos indicados pelo dermatologista


Quando a acne não melhora com cuidados básicos ou apresenta sinais mais intensos, o dermatologista pode recomendar tratamentos clínicos, que variam de acordo com a gravidade e o tipo de pele do paciente.


Opções de tratamento incluem:


  • Géis ou cremes com retinoides tópicos, como adapaleno ou tretinoína
  • Antibióticos tópicos ou orais, como clindamicina ou doxiciclina
  • Peelings químicos leves, com ácidos como salicílico ou mandélico
  • Tecnologias, como luz pulsada ou laser para controle da inflamação
  • Isotretinoína oral (Roacutan), em casos mais graves ou resistentes


O plano de tratamento é sempre
individualizado, e pode exigir exames de sangue e acompanhamento regular.


Impacto emocional da acne na adolescência


A acne não afeta apenas a pele, ela pode
abalar a confiança e o bem-estar emocional do adolescente. Muitas vezes, o jovem se sente constrangido, evita fotos ou interações sociais e passa a se isolar.


Por isso, tratar a acne não é apenas uma questão estética, mas também de
saúde mental. O apoio da família e o acolhimento profissional fazem toda a diferença nesse processo.


O que evitar ao cuidar da pele com acne?


Alguns hábitos comuns
podem piorar a acne e comprometer os resultados do tratamento. Saber o que não fazer é tão importante quanto manter os cuidados certos.


Erros que devem ser
evitados:


  • Espremer ou cutucar as espinhas
  • Usar receitas caseiras ou produtos não indicados
  • Dormir com maquiagem ou sem lavar o rosto
  • Exagerar na esfoliação, irritando a pele
  • Abandonar o tratamento antes do tempo recomendado


Mesmo os melhores tratamentos precisam de tempo para agir.
Ter paciência e seguir a orientação médica são partes fundamentais da melhora.


Restou alguma dúvida?


  • Puberdade causa espinha?

    Sim. Durante a puberdade, há um aumento dos hormônios androgênicos, que estimulam a produção de sebo pelas glândulas da pele, favorecendo o surgimento de espinhas.


  • Por que as espinhas aparecem na puberdade?

    Durante a puberdade, há aumento na produção de hormônios androgênicos, como a testosterona, que estimulam as glândulas sebáceas a produzirem mais óleo, favorecendo a obstrução dos poros e a formação de espinhas.


  • O que causa espinhas na puberdade?

    O principal fator é o desequilíbrio hormonal típico da adolescência, que leva ao aumento da oleosidade da pele, obstrução dos poros e proliferação de bactérias, resultando em acne. A genética e o estresse também podem influenciar.


  • Espinhas na puberdade são normais?

    Sim. Estima-se que até 85% dos adolescentes terão algum grau de acne. É uma condição comum, mas que pode ser tratada com orientação adequada.

  • Qual é o tratamento para espinhas na adolescência?

    Pode incluir sabonetes específicos, loções com ácidos como o salicílico, antibióticos tópicos ou orais, retinoides e, nos casos graves, isotretinoína oral, sempre com indicação médica.


  • Como acabar com as espinhas da puberdade?

    Não existe cura imediata, mas o controle eficaz depende de cuidados diários com a pele, alimentação equilibrada e, quando necessário, tratamentos dermatológicos personalizados.


  • Qual o melhor sabonete para pele com acne?

    Sabonetes com ácido salicílico, enxofre ou peróxido de benzoíla ajudam a controlar a oleosidade e prevenir a obstrução dos poros. A escolha ideal depende do tipo de pele e deve ser feita com orientação médica.


  • Quando procurar um dermatologista por causa de espinhas?

    Quando há muitas lesões inflamadas, presença de cistos, manchas persistentes ou impacto emocional significativo, é indicado buscar ajuda especializada.


  • Espinhas na adolescência causam cicatrizes?

    Sim, principalmente quando são espremidas ou em casos de acne inflamatória grave. O tratamento precoce reduz o risco de cicatrizes permanentes.


  • Maquiagem piora a acne?

    Se não for removida corretamente ou for comedogênica (obstrui os poros), pode sim agravar a acne. O ideal é usar produtos oil-free e sempre limpar a pele antes de dormir.


  • Acne na puberdade tem cura?

    A acne pode ser controlada e, na maioria dos casos, desaparece após os 20 anos. Porém, com o tratamento correto, é possível reduzir muito as lesões e prevenir complicações.


  • A acne da puberdade pode indicar algum desequilíbrio hormonal mais sério?

    Em alguns casos, sim. Acne muito intensa ou resistente pode estar ligada a condições hormonais como síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou alterações das glândulas suprarrenais, exigindo investigação médica.


  • Espinhas só aparecem no rosto ou podem surgir em outras partes do corpo?

    As espinhas também podem aparecer no peito, costas e ombros, regiões com grande concentração de glândulas sebáceas. Esses locais tendem a acumular suor e oleosidade, favorecendo a inflamação.


  • Usar remédio para acne sem orientação é perigoso?

    Sim. O uso incorreto de antibióticos, ácidos ou isotretinoína pode causar irritações, manchas e até complicações sistêmicas. O tratamento deve sempre ser indicado por um dermatologista.


  • É verdade que lavar o rosto várias vezes ao dia ajuda a controlar as espinhas?

    Não. O excesso de limpeza remove a barreira protetora da pele e estimula a produção de mais oleosidade. O ideal é lavar o rosto duas vezes ao dia com sabonete adequado.


  • O tratamento da acne na puberdade é o mesmo para todos?

    Não. Cada pessoa tem um tipo de pele e uma combinação de fatores que causam a acne. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado, com produtos e medicamentos específicos para cada caso.


Dermatologia clínica, estética e cirúrgica | Dra. Gláucia Labinas


A espinha na puberdade
é um processo natural, mas isso não significa que deva ser ignorada. Com cuidados diários adequados, orientação dermatológica e, quando necessário, o uso de tratamentos específicos, é possível controlar a acne, evitar cicatrizes e manter a pele mais saudável ao longo da adolescência.


Se você ou alguém próximo está enfrentando problemas com espinhas nessa fase da vida,
não espere o quadro piorar.


A
gende uma consulta com a Dra. Gláucia Labinas, especialista em dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Acesse esse link e agende agora a sua consulta!


Continue acompanhando o
blog para saber mais como lidar com diversas condições dermatológicas.

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