Entenda quais são as causas da queda de cabelo

Dra. Gláucia Labinas • 19 de dezembro de 2025

A queda de cabelo é uma queixa comum entre homens e mulheres, podendo afetar pessoas em diferentes fases da vida. Embora perder fios diariamente seja normal, a queda excessiva pode indicar alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças autoimunes ou condições do couro cabeludo. Identificar a origem do problema é essencial para um tratamento eficaz e para evitar agravamentos.


Neste artigo, você vai entender as
principais causas da queda de cabelo, como reconhecê-las e quando é o momento ideal para buscar avaliação médica. Continue a leitura e tire suas dúvidas sobre esse tema relevante para a saúde e autoestima.


O que é considerado uma queda de cabelo normal?


A queda de cabelo é parte do ciclo natural dos fios, que envolve fases de crescimento (anágena), repouso (catágena) e queda (telógena). Em média, a perda de
50 a 100 fios por dia é considerada fisiológica e não representa um problema de saúde.


No entanto, sinais como:


  • Queda em tufos durante o banho ou ao pentear os cabelos;
  • Redução no volume capilar;
  • Aparecimento de falhas visíveis no couro cabeludo;


podem indicar alopecias ou outras condições que exigem atenção médica.


Causas da queda de cabelo


A seguir, conheça os fatores mais comuns associados à perda capilar:


Calvície


Também chamada de alopecia androgenética, a calvície é um tipo muito comum de queda de cabelo e pode ser tanto masculina quanto feminina.


Ela está relacionada a dois principais fatores: um componente genético e uma sensibilidade aumentada dos fios dos folículos ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), que é o principal hormônio responsável pela queda de cabelo.


Essa condição pode começar ainda na juventude e se intensificar com o tempo. Nas mulheres, costuma causar rarefação difusa no topo da cabeça; nos homens, é mais comum nas entradas e coroa.


Eflúvio telógeno


O eflúvio telógeno, trata-se de uma queda temporária, desencadeada por alterações no ciclo capilar. Geralmente acontece em mulheres no pós-parto e durante a amamentação, e é um problema caracterizado pelo
aumento da queda diária dos cabelos. O eflúvio telógeno também é bastante frequente em:


  • pacientes que tiveram grande variação de peso (principalmente perda);
  • casos de alterações nutricionais (como, por exemplo, dietas muito restritivas);
  • situações de ansiedade e/ou estresse;
  • privação de sono;
  • pessoas que submetem o corpo a uma atividade muito intensa (por exemplo, maratonistas e atletas de alta performance);
  • pós-cirurgias;
  • pessoas com problemas de saúde, como distúrbio da tireoide.


É comum que a queda se inicie de
2 a 3 meses após o evento desencadeante. O crescimento capilar costuma ser retomado espontaneamente, mas o acompanhamento dermatológico é importante para excluir outras causas.


Processo de envelhecimento


Outra causa importante da queda de cabelo é o processo natural de envelhecimento. Chamada de
alopecia senescente, esse tipo de perda capilar atinge principalmente as mulheres no período depois da menopausa. Nessa fase, elas começam a perder os cabelos e os fios vão se tornando mais finos.


Doenças autoimunes e inflamatórias


Algumas doenças interferem no sistema imunológico, provocando inflamações que afetam os folículos capilares.


Alopecia areata


Uma doença inflamatória de características genéticas e autoimune. A pessoa pode perder parcial ou totalmente os fios do couro cabeludo, além dos pelos do corpo.


Na alopecia areata, os folículos pilosos ficam
inativos devido à inflamação, porém não são destruídos. Assim, o cabelo e os pelos podem voltar a crescer, embora novos surtos de queda também possam acontecer.


Lúpus


O lúpus é uma doença autoimune que também pode ser responsável pela perda de cabelo. Isso acontece pois, devido à doença, podem aparecer
lesões cutâneas no couro cabeludo. Com isso, os folículos são danificados e, consequentemente, os fios começam a ficar mais finos e quebradiços, provocando a queda de cabelo.


Além disso, os medicamentos usados para o tratamento do lúpus também podem desencadear a queda capilar. Nesse caso,
na medida em que a doença é controlada, o cabelo pode voltar a crescer.


Líquen plano pilar


Esta é uma doença inflamatória que pode ter como um dos principais sintomas a queda de cabelo, além de lesões na pele, mucosas e unhas. O líquen plano pilar provoca uma
alopecia cicatricial e pode acometer principalmente mulheres.


Quando diagnosticado e tratado de forma precoce,
é possível evitar e estabilizar a queda. Contudo, se ocorrer a destruição dos folículos pilosos, ela é permanente. Para esses casos, existem outras modalidades de tratamento, como o transplante capilar, por exemplo.


Eflúvio anágeno


O eflúvio anágeno é caracterizado pela
interrupção da fase inicial de crescimento dos fios, afetando o ciclo de vida dos cabelos.


O problema pode ser causado por medicamentos
quimioterápicos e radioterápicos usados, por exemplo, em tratamentos contra o câncer. Esse tipo de medicação costuma ter um efeito tóxico para a fase anágena dos fios capilares. Com isso, os fios ficam enfraquecidos, resultando na queda anormal de cabelo. Dentro de alguns meses após o tratamento, o cabelo geralmente volta a crescer naturalmente.


Uso de medicamentos


Diversos fármacos podem ter a queda capilar como efeito colateral. Entre eles:


  • Antidepressivos;
  • Anticoagulantes;
  • Anticonvulsivantes;
  • Retinóides;
  • Quimioterápicos;
  • Medicamentos para pressão arterial e colesterol.


A suspensão ou substituição da medicação deve ser sempre orientada por um médico.


Maus hábitos capilares


Alguns cuidados cotidianos podem prejudicar os fios:


  • Excesso de calor (secador, chapinha, babyliss);
  • Penteados muito apertados (trança, coque, rabo de cavalo);
  • Alisamentos e colorações frequentes;
  • Lavagem com produtos inadequados.


Esses fatores levam à quebra ou até mesmo à tração do folículo, o que pode resultar em alopecia por tração, especialmente em mulheres negras.


Quando a queda de cabelo é preocupante?


A queda se torna um sinal de alerta quando:


  1. Persiste por mais de 3 meses;
  2. falhas visíveis no couro cabeludo;
  3. Os fios estão mais finos e quebradiços;
  4. Está associada a outros sintomas (coceira, feridas, dor);
  5. Há histórico familiar de calvície precoce.


Nesses casos,
é fundamental buscar avaliação médica para diagnóstico e início precoce do tratamento.


Exames para investigar a queda capilar


Um dermatologista pode solicitar exames como:


Exames de sangue:
avaliação de ferro, vitaminas, hormônios e função tireoidiana;


Tricoscopia:
análise dos fios e couro cabeludo com equipamento de aumento;


Biópsia (em casos específicos):
análise histológica do couro cabeludo.


Esses exames ajudam a identificar a causa e a propor um plano de tratamento personalizado.


Restou alguma dúvida?


  • Quais são as principais causas da queda de cabelo?

    Alterações hormonais, predisposição genética, deficiências nutricionais, estresse, doenças autoimunes e uso de medicamentos estão entre as causas mais comuns.


  • A queda de cabelo é sempre sinal de doença?

    Nem sempre. A queda pode ser uma resposta natural a mudanças no organismo, como pós-parto ou troca de estações. No entanto, quedas persistentes devem ser investigadas.


  • Como saber se a queda de cabelo é normal?

    Perder entre 50 e 100 fios por dia é considerado normal. Quedas mais intensas, com afinamento ou falhas visíveis, devem ser avaliadas por um dermatologista.


  • Quais hábitos podem piorar a queda de cabelo?

    Lavar com água muito quente, prender os fios com frequência, usar químicas agressivas e não tratar o couro cabeludo corretamente podem agravar o quadro.


  • Qual é a falta de vitamina que faz o cabelo cair?

    As deficiências de ferro, vitamina D, zinco, biotina (vitamina B7) e complexo B, especialmente B12, são frequentemente associadas à queda capilar.


  • Quando o cabelo cai é falta de quê?

    Pode ser falta de nutrientes, como ferro e vitaminas, ou um desequilíbrio hormonal. O ideal é investigar com exames laboratoriais e avaliação médica.


  • Quando o cabelo está caindo precisa de quê?

    Precisa de diagnóstico correto, que pode incluir suplementação, mudança de hábitos, tratamento para o couro cabeludo ou controle de doenças de base.


  • Qual doença faz cair o cabelo?

    Doenças como lúpus, alopecia areata, hipotireoidismo, psoríase no couro cabeludo e síndrome do ovário policístico podem causar queda de cabelo.


  • Quando a queda de cabelo é preocupante?

    Quando há falhas visíveis no couro cabeludo, queda em tufos, afinamento rápido dos fios ou persistência por mais de 3 meses, é importante investigar.


  • Qual exame fazer para queda de cabelo?

    Exames de sangue (ferro, ferritina, zinco, TSH, vitamina D, B12) e testes como o tricograma ou biópsia do couro cabeludo ajudam a identificar a causa.


  • Porque meu cabelo cai tanto quando lavo?

    A lavagem apenas solta os fios que já estavam em processo de queda. Se a quantidade for excessiva, pode haver um desequilíbrio que precisa ser investigado.


  • Quando devo procurar um dermatologista?

    Se a queda for intensa, duradoura, com falhas visíveis ou acompanhada de outros sintomas como coceira, ardência ou feridas no couro cabeludo.


Dermatologia clínica, estética e cirúrgica | Dra. Gláucia Labinas


Identificar corretamente os sinais de alergia na pele é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar agravamentos.
Com o acompanhamento de um dermatologista e algumas mudanças na rotina, é possível controlar as crises e melhorar a qualidade de vida. Cuidar da saúde da pele é um ato de prevenção e bem-estar.


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